Faaala meus quiridu. Foi mal ficar tanto tempo sem postar, mas não estou tendo muito tempo mesmo. Estou indo sempre pras vilas aqui por perto e à noite estou saindo pra jantar com a rapaziada.
Chegaram mais algumas 20 pessoas aqui e está osso. Finalmente hoje terei minha acomodação fixa- não reclamando das anteriores, foram todas sensacionais e serei externamente grato à Mayank, Nilay e Parth por terem me acolhido-. Então terei um lugar que posso chamar de meu, um lar, um aconchego, provavelmente com mais milhões de pessoas, mas foi pra isso que eu vim pra cá.
Então, como já disse, comecei a visitar as vilas. Antes eu daria umas aulas para crianças e talz, mas agora estou participando de um projeto que pode impactar ainda mais pessoas. Estou no projeto Protecting Rights of Children in Cotton Farming Area, que é desenvolvido pelo Baroda Citizens Council, junto à Unicef.
O projeto consiste em ir pras vilas, detectar crianças entre 6 e 14 anos que estejam trabalhando ou fora da escola, entrar em contato com essas crianças e seus pais e tentar colocar essas crianças na escola. Também estou indo nas escolas para acompanhar o aprendizado das crianças e dar sugestões, analisar infraestrutura, pessoal, higiene etc. Temos que fazer reports de todas as vilas que fomos e apresentar ao coordenador da ONG (BCC) para que eles possam tomar as providências necessárias.
Como estamos passando o dia todo na vila nós comemos comidas das redondezas mesmo, e a comida é muito boa. Fiquei meio com medo de comer no início mas, como o Guilherme Freitas (Vossa Excelencia Vice Presidente Finanças da AIESEC na ESPM) me sugeriu, se os indianos estão comendo eu como também. E quanto à água engarrafada... foda-se-hehehehe, sou malandro- estou bebendo e comendo tudo que me oferecem desde água, chás, comidas etc. E nos restaurantes estou pedindo só as coisas que não conheço sem sequer perguntar o que é. É mastigar e correr pro abraço.
Na primeira vila que fui nós fomos a algumas escolas e um dos alunos, quando cheguei perto para ver o que estava fazendo, começou a ler o livrinho dele sem parar, com pequenas pausas para dar aquela respirada bem funda, e voltar a ler. Ele me ensinou algumas palavras em gujaraty (língua local) e eu não ensinei muita coisa pra ele porque a maioria das coisas que eu tentei ensinar ele já sabia.
xD
A segunda vila foi mais complicado de chegar. Foram 110 km de viagem, mas em um furgãozinho com ar condicionado e panz. Foi animal também.
Fomos a uma vila tribal fazer um tracking e conversar com uns habitantes. Primeiramente fomos até um tipo de um governo da vila, para apresentar o projeto e depois fomos até uma escola. Enquanto o projeto foi apresentado acabou a força e o ventilador desligou... fodeu!! Suei pouco, viu!
Depois disso fomos até a escola para conversar com um dos “diretores”. É um senhor muito renomado aqui que ganhou prêmio e tudo mais e a escola tinha uma infraestrutura boa, comparada às outras da região.
Depois disso fomos até a vila. Lá nos encontramos com o “chefe” da vila (eleito pelos habitantes- mas não é nada dessas coisas de índio e pajé não. É “normal”) e o cara da UNICEF promoveu um exercício para que os habitantes trabalhassem em grupo, desenhando um mapa da vila. Gradativamente ele vai incluindo as mulheres da vila na discussão, pois as pessoas da vila tem uma mentalidade muito machista ainda, mas conforme ele vai fazendo perguntas e tentando fazê-las participar os homens vão cortando-as enquanto falam e fechando a roda, deixando-as de fora.
Mas o exercício deu resultados. Elas opinaram um pouco, falaram bastante e o cara da UNICEF disse que eles estão tentando há algum tempo já incluir as mulheres na discussão. Também disse que, caso as mulheres da vila não compareçam à discussão, a reunião é cancelada. De pouco em pouco eles estão aceitando a participação das mulheres, cujas quais não viveríamos cem. Mas quem sabe umas 200... Muahahaha
Brinks. Só pra descontrair.
Nós não vivemos sem vocês meus amores. Sério. Qualquer um que diga o contrario está mentindo.
Mas dirigimos muito melhor! Fato! Hehehe (no geral, porque eu já destruí o carro dos meus pais várias vezes. Mal pais. Vou melhorar, juro!)
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Tá.... foco Day!!!
No outro dia fomos a uma vila mais perto, uns 25 km de distância....de jeep. Eu, a Maysa e a mulher na ONG ainda não conseguimos nos desgrudar direito de tão aconchegante que estava o veículo. Mas chegamos até que rápido na vila.
Lá fomos visitar a escola. E é tudo bem limpinho, chão concretado e com paralelepípedos, paredes bem pintadas. Só faltavam carteiras em duas salas. Então comecei a escrever sobre as crianças e a escola em um caderninho. Foi quando uma simples e ingênua sentença causou no rolê.
Havia um grupo de alunos estudando fora da sala, sentados no chão com um professor e quando nós chegamos eles continuaram muito focados, e quando o professor saiu para nos receber, ainda assim continuaram estudando. Fiquei feliz com a situação e escrevi: “...eles continuam estudando, focados, mesmo sem professor olhando...”. Mais uma vez... fodeu. O professor que estava com eles leu e entendeu apenas o “no teacher” (sem professor), e entendeu que eu estava escrevendo que as crianças não tinham professor. Pronto... ele quis me mostrar TODAS as ferramentas que eles tem para ensino e explicar todas... em gujaraty, tanto os materiais, quanto o professor me explicando!
Ashusahusahsauhsa.
Foi engraçado. E pra explicar pra ele que não era aquilo que eu quis dizer... vixi. E a mulher da ONG (que fala tanto inglês quanto gujaraty) não podia me ajudar, pois estava meio que em uma reunião.
Descobrimos que há apenas 3 crianças nessa vila que não estão na escola, e que o pai delas (das três) as levam para trabalhar em vilas vizinhas. Portanto eles não estavam lá naquele dia para “conversarmos” (só a mulher da ONG fala, porque não falamos gujaraty).
Quando saímos da vila vem a surpresa. A mulher da ONG pergunta “e agora, o que vamos fazer?”. Tipo... eu não sei onde são, como se chamam e nem nada das vilas. Cuma que eu vou saber, minha doce donzela?
Já estava acabando o horário então sentamos para conversar um pouco e voltamos de jeep. Sentei eu e a Maysa na frente, junto com outro cara e o motorista, novamente em um delicioso e aconchegante calor, suor e “cc” humano. Mas desta vez teve um “que” a mais. Começou a chover tipo... pra prêula (essa eu acho que só meus primos entenderão, porque a gente usava bastante. Só pra não ser rude e dizer “pra caralho”. Ai...meus tempos de inocência...).
Adrenalina a mil quando percebi que não havia o rodinho de tirar a água da chuva que não lembro o nome, então o vidro estava completamente coberto de água do lado de fora, e, por estar com as janelas fechadas, estava tudo embaçado do lado de dentro. Barreira dupla para visão... obstáculo pra você? Pro cara do Jeep não!!
Mas quando chegou à cidade, no meio de um monte de carro ele abriu o vidro e dirigiu com a cabeça pro lado de fora. Isso aí motorista... Viver= correr risco + por em risco a vida dos outros, que é muito mais divertido.
Quando chegamos ao nosso destino ainda estava chovendo demais, então coloquei a capa de chuva pra proteger o notebook (não, não sei por que levei pra vila) na mala. Tinha uma, aparentemente pequena possa para descer do veículo, então pulei com toda minha força de vontade. Afundei até o joelho (a Maysa vai entrar no Blog e falar que é mentira... que foi só até a canela. E é verdade... foi só até o começo da canela mesmo. Exagerei, malz)
Achei que a capa me protegeria... Ingênuo garoto. Me molhei por completo, então resolvemos partir pro abraço, tirei a capa (só protegendo o laptop) e andamos uns 20 minutos na chuva, meio que sem saber pra onde estávamos indo. Mas achamos o caminho pedindo informação.
Chegando, mudamos de casa mais uma vez e fomos jantar. Comi uma pizzazinha animal e um suco daquela uva roxa que sai a casca inteira e fica só a gosminha. Não era muito bom não. Depois o anjo que nos ajudou a chamar o Parth que foi nos buscar na estação apareceu de novo e pegou o carro para irmos buscar minha bagagem na casa do outro Parth (tem dois). O nome de é Mrugank... aprendi a escrever e falar.
Ah... e o do Brother (lembra?) é Mayank.
Depois fomos eu, o Mrugank, o Neil (brasileiro), a Maysa, o Yao (chinês) em uma sorveteria daqui. Muito boa também. E consegui 10 dólares de Hong Kong, trocando por 2 reais. Paguei caro, mas tá valendo.
Depois disso fomos dormir e é só. Acabaram os dias anteriores a este que estou escrevendo.
xD
Espero que tenham gostado. Se não gostaram foda-se.
Beijos e abraços galerinha.
Que orgulho hein Let??!! Imagino que você deve estar curtindo pra "preula"...huahaua, gostou da piadinha??!! Sua mãe até chorou lendo esse post acredita??!! Lógico que tive que zuar a pessoa, mas fora isso ela está superrr controlada, estou até estranhando! Acho que ela está a base de medicamentos pesados...rsrs!! Bjinhus e fica com Deus!!
ResponderExcluiroi filhote...tô adorando seu blog...atualiza sempre...te amo mamis
ResponderExcluir(comentario para os dois ultimos posts xP)...Ai ein Brad pitt...ehayuehuehuhUEH
ResponderExcluirAe let...parabens pela iniciativa e por gostar de cuidar do proximo....Sei que vc naum eh muito dos religiosos e tals mas o cara la de cima vai recompensar vc o/
entre os demais comentarios nomade estrangeiro...boa sorte ae na sua jornada e continua atualizando...falta de comments e detalhe mas sempre tem audiencia o/
falow!