quinta-feira, 30 de junho de 2011


Dia 2
Ainda Ontem

Ao descer da AIESEC para pegar o rickshaw encontrei um pessoal da AIESEC e começamos a conversar. Uma era Russa e o outro de Joinvile, mas já estão aqui há algumas semanas. Ele disse que meu inglês não parece o inglês de um brasileiro. Espero que isso seja bom.
Fui para a casa de um dos AIESECers de rickshaw e aconteceu mais uma coisa bem engraçada.
Chegando na casa o marcador mostrava 260. Achei caro, mas era o que estava marcando e ele não havia dado nenhuma volta a mais aparentemente, então entreguei o dinheiro. Logo após ele me devolveu 210, alegando algo que obviamente não entendi. Fiquei super feliz por sua sinceridade e o ajudei a empurrar o rickshaw, que estava em um buraco.
É fácil se sentir à vontade aqui, pois todo lugar que você vai é preciso tirar os sapatos e na casa do “Brother” (vamos utilizar essa denominação até eu aprender o nome dele) não foi diferente. A “mother sister” (até agora não sei se é mãe-irmã ou irmã da mãe. Provavelmente a segunda, já que a primeira não faz muito sentido) me recebeu e me ofereceu um chá muito bom, que tem gengibre e é servido muito quente, acompanhada por batata palha apimentada, que é muito bom também, e coockies. Conversamos um pouco, mas ela não falava muito bem inglês, porém conseguimos nos entender.
Quando o Brother chegou ele logo me perguntou quanto paguei pelo rickshaw. Contei toda a história e como o taxista foi legal, mas não, ele não foi legal. Na verdade aquilo que marca não é o quanto eu teria que pagar e sim um certo tipo de código, sei lá. Falei para ele que estava marcando 260 e então ele me disse que era para ter pago apenas umas 30 rupias, e o cara pegou 50 de mim. Ok, valeu a experiência, sem ressentimentos. Agora o Brother já disse para tomar cuidado com os taxistas.
Na janta foi servido algo parecido com um bolo, mas feito de arroz, acompanhado por ketchup e um outro molho bem apimentado, fora a pimenta do bolinho também. Era MUITO bom. Ah... tinha também um doce feito de leite (não me atrevi a perguntar “leito do que?”) e água, bom também, mas nada demais.
Para finalizar o dia precisava de um banheiro, tomar um banho,  escovar os dentes e dormir, exatamente nessa ordem. Aí eu comecei a ficar preocupado. Mas veio a surpresa: Na casa dele tem WC (Sem descarga. É no baldinho mesmo), chuveiro e ar condicionado no quarto. Ou seja, minha primeira noite não teve nada de diferente do Brasil.
Fui ao banheiro, tomei meu banho, escovei os dentes e fui me deitar. Dormimos eu, ele e o irmão de 10 anos dele em uma cama, que era grande. Ah... eles dormem às 23h normalmente. A partir do momento que deitei não vi mais nada, ele disse que aqui é normal dormir de conchinha com a visita, e como estou aqui para aprender sobre outra cultura, dormimos.... Brinks!! Ahh... eu enganei voceis.
Bom... voltando à seriedade... Brinks de novoo!!!
Tá... parei.

Segundo dia de fato
               
                Acordei às seis da manhã, olhei pro lado e o Brother estava de barriga pra cima completamente coberto. E quando eu digo completamente, é completamente mesmo, com o cobertor no rosto e tudo. Bom, voltei a dormir.
                Aproximadamente às 10h da manhã o Brother me acordou porque tínhamos que vir pro escritório, então escovei os dentes e por não estar nada suado, devido a deliciosa presença do ar condicionado no quarto, vim sem tomar banho mesmo. Já tinha tomado antes de dormir, agora só no fim de semana. NOT
                Fomos tomar o café da manhã que é típico daqui também. A mãe dele nos serviu um prato com um “alguma coisa que não sei explicar”, também feito de arroz, e aquelas batatas-palha para misturar e chá. Muito Bom!
                O Brother foi ao escritório de moto e eu de rickshaw, devido às malas, mas ele foi seguindo. Mais uma  experiência que vi minha vida passar em quadrinhos na minha mente. O motorista pega a contramão como se nada estivesse acontecendo. Veja as fotos a seguir.
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Tá... não sei como e nem se dá pra colocar fotos no Blog. Mas, continuando. O cara pegou a contramão mano!!! Bem no estilo “foda-se”. Mas deu tudo certo, estou vivo e lembrei de fatos da minha vida que já havia esquecido devido a essas imagens passando na mente, ou seja, até que valeu pra alguma coisa. Porém, o motorista errou o caminho, o Brother virou pra um lado e ele foi pra outro. Aí pensei: “Fudeu! Ele não fala nada de inglês meu hindi é tão bom quanto o inglês dele... Fudeu de veiz!”. Mas paramos em um lugar e ele pediu pra um jovem cidadão falar comigo e traduzir meu “inglês que não parece o brasileiro”.
Quando demos a volto o Brother estava nos esperando na avenida e, como já tinha passado a entrada da rua pra AIESEC adivinha o que eles fizeram.... pegaram a contramão novamente. Mais uma vez me lembrei de coisas longínquas da minha infância, mas deu tudo certo de novo.
Cheguei no escritório e lutei com o notebook para fazer pegar a internet.... perdi. Então comecei a escrever este belíssimo texto para que vocês, meros mortais morram de inveja dessa vida sem perigos de São Paulo e arredores.
Como a Maysa estava no escritório também, fomos no Mc’donalds e conhecer o shopping no almoço. Comemos, tiramos fotos e fomos olhar as lojas, muito boas, por sinal, e o ar condicionado do shopping me levou à orgasmos múltiplos... Brinks!!
               
Não....é sério. O ar do shopping é a oitava maravilha do mundo.
Compramos uma garrafa de 7up no Big Bazzar e ao lê-la adivinhem a promoção da capa... hen....han....adivinha....
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.Já adivinhou?

                Uma passagem para o Brasil!! Ahsuhsausahusa
                Animal. Não vou falar que vou postar a foto se não vocês vão ficar bravos quando eu não conseguir de novo! E nunca foi tão difícil comprar um potinho de acetona. Thanks Maysa pela experiência!

                Ah.... e quando voltei ao escritório e liguei o computador a internet pegou sozinha!

PS: notaram que os acentos voltaram??? É porque consegui fazer a internet pegar no meu notebook!
xD
PS²: Notaram que aprendi a escrever “dormir”?
ashusahusahusa

                Bom... são 15h30min aqui e posto o restante do meu dia a noite, pois como ainda não aconteceu não tenho como contar  para vocês.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Primero Dia na India


Como vai a vida de voces meus queridos?
Primeiramente desculpe qualquer erro com pontuacao  pois o teclado daqui e diferente.
Bom… por onde comecar? Vou fazer uma ordem cronologica dividida por titulos.
Por favor, leiam. Deu muito trabalho para escrever esse texto para passa-los essa experiencia. Ta bom, nao deu trabalho, mas eu quero muito divide-la com voces, caros leitores!
xD

Da Saida de Sao Paulo ate O Aeroporto de Mumbai.

A partida foi tranquila. Maes desesperadas no aeroporto, preocupadas com os filhos (estamos em 3) e todas essas coisas que as maes dizem que so quem e mae sabe como e. Porem, um voo de ida e volta entre Brasil e India por  US$1300 deixa as pessoas um pouco desconfiadas.
                Estavamos esperando um aviao daqueles que as pessoas tinham que pedalar para ele bater a asa, mas chegando na zona de embarque a surpresa: o aviao era EXCELENTE. Tinha ate uma camera na cauda para vermos o lado de for a durante toda a viagem.
                Tudo bem que a camera nao funcionava muito bem, pois de noite estava tudo preto e de dia o sol ofuscava a imagem, mas a intencao e o que vale. A comida tambem era otima e aquelas deliciosas decidas em ‘’queda livre`` eram um inferno para mim. Mas ok, chegamos em Johanesburg.
                Nao pudemos sair do aeroporto por falta de tempo mas o Duty Free e gigantesco. Deixou o de Sao Paulo como uma lojinha. As pessoas por la sao muito simpaticas e as lojas tem coisas tipicas do pais. Todo esse tamanho e desenvolvimento provavelmente foi feito para a Copa do Mundo, mas estava lindo e muito grande.
                Ate ai nao tinha durmido uma hora sequer desde o horario que acordei no Brasil (por volta das 9 da manha). Eu havia pegado o voo as 18h e este demorou aproximadamente  8 ou 9 horas ate Johanesburg. Juntando tudo isso a mais 4 horas de espera no aeroporto de Johanesburg so poderia ter um resultado: Durmi quase o voo todo de Johanesbug para Mumbai. Em um voo de 10 horas eu acordei faltando 3 para chegar na cidade. Ao acordar notei um jogo de futebol muito ~legal~ (graficos de playstation 1) na TV do aviao. Sim os avioes tinham TVs com MUITOS filmes legais, jogos, radios e series. Com isso comecei a assistir um filme (do Adlam Sandler e Janiffer Aniston, que ele inventa uma familia para ficar com outra mulher, enfim…). Mas o aviao comecou a taxiar para pousar e cortaram meu filme nos ultimos 5 min. Ok, ok. Sem crises.
                Chegamos a Mumbai.

Chegando na India

                E aqui que comeca a ficar legal.
                Tracamos nosso dinheiro no aeroporto -ok, tudo legal- e fomos perguntar ao agente de viagens como fariamos para chegar ate a estacao. Como chegamos a 1h da manha, decidimos esperar ate amanhecer par air a estacao, mas o agente disse que deveriamos ir o quanto antes para ja comprar os tickets. Ok, vamos la. Fora recomendado um taxi pre-pago e nos o pegamos.
                O brotherzinho que pegou nosso papel (que ja tinhamos pago dentro do aeroporto) queria mais dinheiro, mas desta vez com um ~que~ a mais. Ele queria que nos pagassemos mais 10 euros, que virou 10 dolares, que acabamos pagando 5.
                Ele comecou a convercar em Hindi com o motorista (que nao falava nada de ingles) e confesso que fiquei com medo. 2 horas da manha Mumbai tem bastante movimento, mas estavamos indo por umas ruas bem estranhas. Havia um lugar que pensei que ele fosse entrar que se ele nos deixasse ali eu sentava e chorava pra sempre (humorzinho para descontrair. hahhaha). Pura maldade minha. Fomos deixados em Mumbai Center, a estacao de trem.
                Pura maldade o #$^%^^%&%. Assim que descemos do taxi mais tres indianos ja juntaram, nao sei pra que, mas nao queria descobrir, e o taxista queria mais dinheiro. Mas pra cima de nozes nao. A cota de ser feito de besta ja tinha esgotado para os tres. Nao pagamos mais nada e entramos na estacao.
                E ai vou ate abrir outro capitulo para falar disso.

A Estacao de Trem de Mumbai Center

                OK, meus amigos mais NERDS irao me entender.
                Imaginem aquela estacao de trem do Resident Evil! O jogo, nao o filme. Entao… era exatamente a mesma coisas.
                ‘’Corpos`` (durmindo, nao mortos) jogados no chao sem movimentacao alguma e um cachorro com um oculos pintado na cara (Juro!). Eis que temos a brilhante ideia de subir ao Segundo andar par aver o que tinha. Grande erro. Eu me vi dentro do jogo. Sonho realizado (ahahha).
Mas ai fechamos com chave de ouro a parte NERD da historia. Sabem o que tem de pombos em Sao Paulo? Pois e, aqui sao corvos. Vaaarios corvos espalhados por toda a estacao (#cunamao).
Apos todo esse daydreaming fomos ver a passage e tivemos uma deliciosa noticia: As passagens comecariam a ser vendidas as 4h 30min da manha. Eram 2h e 30 min. Comecamos a explorer o lugar, usar o banheiro (e complicado!) e jogar UNO.
Passando a parte gamer feelings da historia, conhecemos Rupesh. Um simpatico indiano que estava me olhando e balancei a cabeca em um gesto de ‘’ola``. Foi o bastante para ele se aproximar. Comecamos a converser sobre diversas coisas ate que ensinamos a ele a doce e malefica arte do UNO. Ele pareceu ter gostado do jogo e ficamos um tempinho jogando. Mal sabiamos nos que aquele gentil cidadao indiano era a pessoa que ``salvaria nossas vidas’’ em um future muito proximo.
Ao abrir a bilheteria ele nos chamou e nos entregou formularios para preencher com o intuit de comprar as passagens, mas quando os deu para nos: FODEO! Caso eu tenha conseguido anexar o formulario ele esta abaixo, caso nao… era foda, acredita em mim.
Mas eis que Rupesh surge e preenche o formulario para nos, deixando apenas os nomes, sexo e idade para preencher. Apos isso ele me chamou para ir junto com ele na fila, meio que furando algumas pessoas, o que comecou uma caloroza discussao entre nosso amigo e um senhor que ali estava. Ok, passamos na frente (hehehe) e pegamos as passagens. Na porta do trem Rupesh estava nos dando instrucoes, um indiano ouviu e se apresentou. Era Mru… Moru… Espera ai que vou ler aqui, pois anotei… Mrugark.
Comecamos a converser e citamos a AIESEC, causando uma imediata reacao nele, que nos disse que a maioria de seus amigos de Baroda (cidade que estavamos indo) eram da AIESEC e que ele desembarcaria la. Otimo , pois a Maysa levou 52 kg de bagagem e sabiamos que o trem iria lotar. Um dos caras que estava acalmando as discusses entre Rupesh e o ssenhor, na estacao, estava do meu lado e ficamos sabendo que era do governo (vai saber). Mas a ajuda de Moru….Mrugark ja era mais do que o suficiente.
Bom eram 6 horas de trem ate Baroda, entao ficamos conversando, durmindo, lendo, tirando fotos, mas nao sentamos em nossos respectivos lugares, para podermos ficar na janela e nos mesmo bancos. Mas conforme as pessoas desses bancos iam chegando, elas possuem uma forma muito agradavel de perdir licensa: dizem um simples ‘’sai`` (presumo) em um tom nada agradavel.
Tudo bem, fomos sentados ate Baroda talking to Mrugark. Foi quando descobrimos que pode-se consumer alcool na India, na verdade, mas apenas no estado de Gujarat (onde fica Baroda) nao era permitido. Ao ser questionado o por que disso nos veio outra surpresa: o estado que estavamos indo era o berco de Mahatma Gandhi, e como ele era contra bebidas alcoolicas, todo o estado parou de consume-la.
Apos 6 horas chegamos a Baroda.

Em Baroda

                Foi em Baroda que nossa amizade Indiana foi nossa salvacao novamente.
                Nao estavamos conseguindo nos comunicar com as duas pessoas da AIESEC que pegamos os telephones, para nos buscar no aeroporto, mas Moru…Mrugark tinha um celular local e conseguiu  contactar um dos AIESECers. Ele veio nos buscar e ao encontra-lo fizemos nosso primeiro passeio de rickshaw. Mano... e sensacional. Os caras dirigem que nem loucos aqui.
                Teve uma hora que eu quase morri do coracao pensando que iamos dar de frente com um caminhao, pois como aqui nao tem a faixa divisoria das maos nas ruas, ele s meio que nao tem leis. Passam em farol vermelho, entram na contramao, etc. Mas foi demais.
                Fomos direito para o escritorio da AIESEC, ou seja, nada de banho, e conhecemos o pessoal daqui. Eles sao muito acolhedores, gente boa de verdade, e nos levaram para comer em um ‘’restaurant`` indiano. A comida e otima, mas BEM apimentada.
                Mas ai mais uma parte que que quase chorei.

Dominos e Mc`donalds em um Shopping Atras da AIESEC

                Ainda nao comi em nenhum dos dois, mas em breve eu o farei, com certeza. Entramos no shopping e quarto coisas nos chamou a atencao:
                A primeira foi a nossa querida Dominos do lado de fora do shopping, toda azulzinha e com um rickshaw fincado na parede (pura arte, nada de acidentes).
                A segunda foi, assim que adentramos o shopping, um Big Bazzar estava ali, esperando por nos, com papel higienico e tudo.
                A Terceira foi a mais ‘’extasiante``. Um banheiro… com privada!!! Nada muito limpo, mas os buraquinhos no chao tambem nao sao, entao sujo por sujo….
                E por ultimo e quase que com a mesma satisfacao de ver aquele WC estava ele, o Mc`donalds com sua deliciosa Large Coke que custa 40 rupias (pouco menos de 1 dolar). O ‘’abra a felicidade`` que a propaganda diz e que nosso querido Negao enfatizou no team days sussurrava ao meu ouvido mais forte que qualquer coisa. Em um calor que dificulta a respiracao, encontrar um shopping com ar condicionado beeem geadinho e uma Coca Cola do Mc foi orgasmico.
                Enfim, hoje durmirei na casa de um AIESECer para viver um pouco a cultura deles e amanha irei conhecer a ONG.

                Mando noticias em breve.