quinta-feira, 21 de julho de 2011

Fim de semana atípico

Recebemos uma excelente casa com um belo teto que dispõe de um buraco que cabe um carro sem esforço algum, pássaros morando lá e tudo mais, mais ok. O problema é que ainda não tinha ventiladores, então fomos dormir no terraço. Armamos diversas redes contra mosquitos e quando finalmente fomos dormir a sorte sorriu para nós... começou a chover.
Descemos e alguns ficaram no segundo andar e outros no primeiro, dormindo em pequenas hóstias, que eles chamam de colchão, no chão. Tinhamos que acordar às 4:15 para pegar um delicioso ônibus para um lugar à 4 horas daqui então acordei e fui acordando todo mundo. Quando fui acordar o pessoal do segundo andar, adivinha... o chão estava coberto d’água. Acordei o pessoal e fomos para o resort com a promessa de que estaria pronto no domingo, você concertou? Nem eles!
Tá... ao subir no ônibus mais uma deliciosa surpresa, duas na verdade: Primeiro que o ônibus era uma bosta, mas isso é óbvio, porém o que mais nos impressionou foi toda a experiência em cada um doas 16 anos que o motorista tinha. Era  uma criança ainda, apenas um bebê e o que era para levar 4 horas levou deliciosas 8 horas.
Passamos um bom tempo no hotel. Tinha piscina, ping-pong, sinuca, muitos indianos, comida indiana, mais indianos, mais indianos tentando nos vencer no ping-pong, e foi animal. Lavei minhas roupas na banheira do quarto, porque estava muito caro pra lavar no hotel, mas não secaram e tive que trazê-las molhadas mesmo. Ou seja. Até agora só lavei roupas uma vez, portanto... estou usando as mesmas roupas. Sequei uma camisa no ar condicionado do hotel...agora está tudo certo, mas minhas cuecas acabaram. Tive que comprar duas hoje, e duas camisas.
A viagem de volta foi ainda mais emocionante.  Estava chovendo absurdos e o motorista estava indo muito rápido. Então o para-brisa quebrou e tivemos que parar para arrumar. Ficamos um tempinho lá e ele finalmente arrumou.
Começou a chover de novo e mais uma vez ficamos sem parabrise. Foi aí que o motorista soltou uma frase que eu nunca me esquecerei. Ele, com seus experientes 16 anos de idade falou: “relaxa, temos uma batata”. O silêncio reinou no ônibus seguido de uma forte gargalhada. Continuamos a viagem com o proteção da batata, seja lá o que isso quer dizer.
Quando achamos que tudo já havia acontecido eis que... (tum tum pá, tum tum pá, tum tum pá- AIESECos entenderam, o resto provavelmente não) o pneu do ônibus explodiu.
hsaushausahusauhsua
Mano... o pneu explodiu!!!!
A cara tirava varias finas de carros, caminhões e vacas, brecava emcima dos mesmo por estar correndo, sem parabrisa, sem pneu... mas tínhamos a benção da batata. Estava tudo certo. Com ela por lá nada nos aconteceria. Pior que o cara falou muito sério que tinha uma batata.
Bom.... depois de 10 horas de viagem em um ônibus bem seguro, chegamos na casa à 1 da manhã... óóóóóóóó. As luzes do céu se acenderam... mas apenas por alguns minutos. Percebemos luzes acesas na casa e o que que tinha lá??? Mais intercambistas, em uma casa que não cabiam os 16 que estávamos por estar alagada.
Ok... conversamos um pouco e fomos procurar um hotel na avenida lá do lado... às 2 da manhã... 16 pessoas... delícia. Óbvio que o cara queria cobrar 1 milhão de dólares pra ficarmos 4 horas, então pegamos uns rickshaws e fomos para a casa do presidente da AIESEC daqui fazer uma surpresinha. Ele adorou....NOT
Discutimos um pouquinho como de costume e pegamos a chave do escritório pra dormir lá, no chão, sem nada. Só o conforto um do outro, dos 16. Foi mágico!
Engraçado que neste exato momento que entramos no escritório nos enviaram um e-mail da AIESEC dos EUA perguntando da qualidade do intercambio daqui. Diliça!!
Fui dormir e acordei pra ir pra ONG, mas não antes de ter mais uma discussão com o presidente. Todos trocaram algumas caricias, foi maravilhoso. Revigorante eu diria.

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