segunda-feira, 25 de julho de 2011

Delhi & Agra

Nesse fim de semana fomos para Delhi e Agra passar quatro dias na cidade.
Vamos começar do início. Fomos para a estação pegar o trem para Delhi e passar nossas deliciosas 15 horas de viagem dentro daquela coisinha gostosa. Com compramos uma passagem em um trem com camas, mas sem ar condicionado, eu já estava na certeza de que ia sem meio complicado.
Mas o trem até que era bom. Tinha ventilador pra todo lado, então não foi nada quente e as camas até que eram confortáveis e, como sempre, conhecemos uns indianos no trem. Eles nos deram algumas comidas e começaram a conversar. Sinto muito, mas dormi, pois estava muito cansado.
Foram 12 horas seguidas dormindo, e muito bem. Acordei perto de Delhi com o Alberto (italiano) dizendo que faltava mais ou menos 1 hora pra chegar, então desci e comecei a conversar com o amigo indiano. O Khalil (“não sei como se chama quem mora em Singapura”) me disse que o cara comentou que os amigos dele (eu, Alberto e Maysa) viajavam como indianos, pois a gente não comia, não ia ao banheiro, não dava sinal de vida, nada.
            Ao chegar em Delhi pegamos um Rickshaw para o hotel, que era muito bom. Ar condicionado, freezer, ventilador, televisão, tudo muito bom.
            No primeiro dia em Delhi nós fomos até uma 25 de Março da Índia. Tinham ruas para prata, pra roupa, pra tecido, pra tudo! Passamos um tempinho lá e fomos jantar. Não teve muita coisa de excitante no primeiro dia... até chegar a noite.
            Quando chegamos ao hotel fomos cada um pro seu quarto. Eu estava no quarto com um português e um cara de Luxemburgo estava chegando. O Dé foi ao meu quarto pra pegar um remédio, abrimos a porta, pegamos o remédio, eu saí do quarto por 5 segundos e quando voltei... a porta não abria. Fiquei trancado pro lado de fora e o português pro lado de dentro.
            Chamei o carinha da recepção para ver o que estava acontecendo. Ele tentou abrir com várias chaves e não conseguiu, tentou abrir com a própria chave do quarto, que o João passou pra mim por uma ventilação encima da porta, mas também não conseguiu. Então chamamos o gerente.
            Ele subiu com uma chave de fenda e um martelo e tentou abrir a porta de tudo quanto é jeito, mas sem sucesso. Então ele disse: Fala pro seu amigo se afastar da porta.

            POW.... enfiou-lhe uma bicuda na porta.
            Pois é, a porta do meu quarto teve que ser derrubada aproximadamente à meia noite. Ele destruiu a maçaneta e disse que no outro dia concertaria, ou seja, dormimos com a porta destrancada naquela noite. Portanto, naquele momento, nem a porta principal, nem a do banheiro podiam ser trancadas (pois é, a do banheiro também não trancava).
            Mas tudo bem. Nós iriamos em um tour por Delhi no outro dia então disse para ele que ele tinha o dia todo para concertar. Fomos dormir e acabou o dia.
            O segundo dia até que começou bem, por uns 30 min. Quando estávamos indo para o ônibus do tour havia um homem morto no meio do lixo na rua, e todo mundo passava como se nada estivesse acontecendo. Ele estava cheio de moscas no rosto, na boca, olhos meio abertos... foi tenso. E havia outro homem há uns 2 metros dele procurando coisas pra comer naquele mesmo lixo.
            Mas voltando à parte boa da viagem, fomos fazer um tour por Delhi. Conhecemos vários lugares muito bons e tiramos fotos com vários indianos. Uma hora, em uma das paradas, eu e o Dominik (alemão) fomos conhecer o lugar e vários indianos pediram para tirar fotos com a gente. É muito engraçado.
            Fomos também ao local onde Gandhi foi cremado depois de sua morte e a casa onde Indira Gandhi (ex primeira ministra) vivia e foi assassinada. Os últimos passos dela foram cobertos com cristais e no local onde ela foi morta colocaram uma placa.
            Quando voltamos pro hotel o pessoal queria ir ao Hard Rock Caffe. Como eu estava meio mal pensei em não ir, mas fui mesmo assim, para passar mais um tempo com todo mundo.
            Fomos até um shopping muito longe de onde estávamos que era excelente. Ao entrar no Hard Rock Caffe nós fomos muito bem recebidos, a música era muito boa e eles tinham hambúrguer de búfalo. MEW... ELES TINHAM CARNE DE VERDADE.... E CAIPIRINHA!!!
            O hambúrguer era perfeito, mas a caipirinha nem tanto. Era boazinha, mas não era a boa e velha caipirinha.
            No outro dia nós iriamos ver o Taj Mahal, mas eu não fui porque bebi demais e só acordei as três da tarde com uma puta ressaca, no hall do hotel, de cueca e sem minha carteira. Fui até a polícia para dar queixa, mas a polícia aqui é mó palhaçada.

            BRINKS... Para os pobres seres que acreditaram que eu perderia o Taj Mahal por uma noite de bebidas, tenho PENA DE VOCÊS!
Hehehehe

            Bom... eu só bebi uma caipirinha. Estava de boa. Foda foi aquele hambúrguer daquele tamanho no estômago.
            Acordamos, no outro, dia para pegar a van para Agra. Mais umas 5 ou 6 horinhas de viagem só pra entortar mais as costas, mas era pelo Taj Mahal. Eu quebrava minha espinha pra ver aquilo.
            Ao chegar ao local havia três preços para ver o Taj Mahal. Para indianos: 10 rupias; para Asiáticos: 500 rupias; e para estrangeiros dos demais continentes: 750 rupias. E isso acontece em todo lugar aqui. Foi o dinheiro mais bem gasto que eu já gastei em TODA a minha vida.
            Ao entrar e ver aquela construção branca, toda de mármore, com pedras vindas do mundo todo decorando e colocadas uma a uma... eu não consigo descrever a sensação de ver aquilo. Imediatamente a lagriminha escorreu no meu rosto e eu fiquei mudo por alguns instantes. É uma coisa tão forte que mesmo agora, 2 dias depois, escrevendo, eu não consigo segurar aquela lagriminha dentro de mim.
            TODOS PRECISAM VER AQUILO. Vai valer a pena, confiem em mim.
            Nós entramos no Taj Mahal e o guia começou a contar as histórias. Foi aí que eu peguei raiva do príncipe daquela época. O Taj Mahal foi construído para a mulher do rei, para ser seu túmulo, mas o rei havia começado a construir um outro Taj Mahal, para ele, do outro lado do rio, EM MÁRMORE NEGRO. E ia construir uma ponte entre os dois, a qual seria metade de mármore negro e metade de mármore branco. Mas o príncipe queria ser rei logo e mandou prender o pai antes que a construção de fato começasse.
Então esta lá, somente os alicerces do Taj Mahal negro.
Ao sair do Taj Mahal eu, Khalil, Emma (canadense) e Katie (estadunidense) sentamos em um banco de frente para o Taj Mahal e por lá ficamos, aproximadamente meia hora, olhando para ele, quase que em todo o momento mudos.
Depois disso fomos até uma loja na qual “trabalham” os descendentes do rei. Na verdade não sei se eles são mesmo descendentes do rei e se forem não são eles quem trabalham, eles só administram. A loja era incrível com peças do mesmo mármore do Taj Mahal, feitas a mão. Mas o preço não era para estudantes, infelizmente.
Quando eu voltar pra Índia, com certeza passarei por lá para comprar algumas coisas.
O mais legal é uma pedra indiana que quando colocada uma lanterna encima ela acende como uma lâmpada. Ela tem uma cor avermelhada parecida com fogo... animal.
No último dia fomos até o Red Fort. Por dentro ele parece um campus daquelas faculdades que você vê em filmes Hollywoodianos, sabe? E foi só o que fizemos nesse dia.
Depois disso fomos pegar o trem de volta pra Baroda. Dessa vez com acentos e ar condicionado. Jogamos um pouco de UNO, assisti 3 filmes (Thor, Prince of Persia e Inglorious Bastards) e foi mais ou menos isso.

Bom galera, essa foi, com poucos detalhes, minha viagem para Delhi e Agra e a visita a uma das maravilhas do mundo.
Estou com saudades de todos e do Brasil, mas ao mesmo tempo não quero ir embora daqui.

PS: Mãe... estou pobre de novo. Udaipur, Delhi e Agra consumiram todo meu dinheiro.
xD

hehehe

Beijos e abraços.

Amo vocês.

Jajá estou de volta.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Udaipur

Nesse fim de semana fomos pra Udaipur dar uma passeada. O grupo todo fechou de ir, então fomos, mas para mim e para a Maysa o pessoal só comprou passagem de ida, pois eu tinha que conversar com o chefe pra ver se tínhamos a segunda livre pra ficar mais um dia lá, pois o restante do grupo iria ficar. Quando fui tocar no assunto veio a surpresa (a Índia é mesmo cheia delas)... Nós tínhamos que trabalhar no sábado.
Fiquei meio sem graça de pedir pelos dois dias, então só pedimos o sábado. Ele fez eu e a Ma assinarmos um documento falando que não íamos vir no sábado devido a uma viagem. Pelo menos o pessoal daqui é sério! xD
Bom... fomos pegar o ônibus, e qual a primeira coisa que você pensaria de um ônibus de viagem entre duas cidades da Índia? Que seria uma bosta (foi o que eu pensei pelo menos). Mas o ônibus era excelente. Assim que entramos notamos o ar condicionado, tinham camas e não cadeiras... tudo muito bom mesmo. Mas com o passar do tempo é possível notar que o ar é um pouco exagerado. Você percebe isso quando quase não sente mais seus dedos- Eu estava congelando- e o pior é que o ar fica tipo... na sua cara, muito perto.
Antes de sairmos o Dominik (Brother alemão) ligou avisando para levar blusa porque o ônibus era muito frio, mas eu não imaginei que seria tanto. Quase não levei a blusa, mas o Dé me convenceu, porém fui de bermuda e nada que pudesse cobrir minhas pernas. Foi complicado. Torturante eu diria.
Chegamos em Udaipur umas 7 ou 8 horas depois e fomos direto para o hotel dormir.
            Ao acordar visitamos um palácio. ANIMAL. Eu nem vou falar nada. Jaja coloco fotos no facebook e vocês verão porque palavras não descrevem o que é aquilo.
            Depois fomos até um rio para vermos como eram as coisas por lá. Tiramos algumas fotos e pedimos pra um indiano tirar fotos do grupo. Umas 20 pessoas e a maioria pediu pro cara tirar foto com a maquina dessa pessoa... fotos exatamente iguais.
            O cara veio devolver as 200 maquinas e começou a fazer propaganda do restaurante dele. Achamos que era o mínimo que podíamos fazer depois do inconveniente. Mas antes fizemos ele esperar um pouco para tirarmos mais fotos.
            De repente.... olhando para o céu... é um pássaro? Não. É um avião? Não. É o Batman? Quase!
            Uma porrada de morcego no céu.
-Mas quantos, Erik? Uns 20?
-Não!!! Tinha o infinito de morcego. Sabe aquelas migrações de pássaros, nas quais não para mais de aparecer pássaros do horizonte? Foi isso! Mas com uns bichinhos um pouco mais asquerosos! Tenho vídeos... mostrarei depois.

Era morcego pra preula.

Bom... depois disso fomos ao restaurante do brotherzinho. Era um bom restaurante, no “terraço” (não era o terraço, mas tinha uma bela vista). A comida era meio cara e eu pedi uma tigela de sopa. Após degustar de minha deliciosa xícara de sopa comecei a me sentir meio mal e tive uma febre terrível à noite, mas quando acordamos já havia passado.
No segundo dia fomos à um passeio de bote também muito bom. Paramos em uma ilha que era um tipo de palácio, com templos, jardins, estátuas de elefantes em volta e algumas outras coisas. Queríamos muito tirar uma foto em cima dos elefantes, mas Dominik trouxe a tona um ponto muito importante: “Se a Índia é assim do jeito que estamos vendo, imagine as cadeias”. A vontade de subir no elefante passou na hora.
Ao voltar eu fui comprar algumas coisas para comer e beber nas poucas horas de viagem para voltar para Baroda. Eis que surge um sujeito estranho me oferecendo chocolate. Eu estava muito afim de comer chocolate então começamos o dialogo:
- Eu tenho chocolate, você quer?
- Opa, quero. Quanto é?
- Tenho Hersheys (Bobo eu de ter entendido isso). Qual tamanho? O de 10 gr, de 20gr ou 50 gr? (Achei meio estranho, mas...)
- Ah... quero o grande. Cade sua loja?
- Está lá em casa. Não posso entregar aqui no meio da rua. (Ingênuo, continuei falando sobre o chocolate)
- Mas quanto é?
- 300 rupias!
- Que??? Tá caro demais.
-É que eu tenho que importar a erva. (Ahhh tá... agora entendi)
-Ah... foi mal, não uso drogas.
- Então porque você pediu?
- Porque você estava me falando de chocolate, carai...
- Você quer o que? Ópio, Ecstase, cocaína...
- Nada não uso drogas... valeu!

E assim voltei pra casa sem meu chocolate... Droga. Acho que ele tinha dito algo como Haxixe no começo...sei lá.


Ahhh.... Fui “atacado” por uma vaca. Hehehe
Ela deu uma cabeçadinha na minha perna só, mas só pra compartilhar. O pessoal da ONG que eu trabalho ficou desesperado, parecia que ela ia me comer vivo, mas ela só encostou a cabeça e foi embora, foi engraçado.

Bom galera... com esse sharing me despeço em mais um post.
Lamento não poder postar direto como fazia antes, mas agora eu tenho um trabalho e estou viajando direto.

Beijos, abraços e tudo de Saru che pra vocês.

Namastê.

Fim de semana atípico

Recebemos uma excelente casa com um belo teto que dispõe de um buraco que cabe um carro sem esforço algum, pássaros morando lá e tudo mais, mais ok. O problema é que ainda não tinha ventiladores, então fomos dormir no terraço. Armamos diversas redes contra mosquitos e quando finalmente fomos dormir a sorte sorriu para nós... começou a chover.
Descemos e alguns ficaram no segundo andar e outros no primeiro, dormindo em pequenas hóstias, que eles chamam de colchão, no chão. Tinhamos que acordar às 4:15 para pegar um delicioso ônibus para um lugar à 4 horas daqui então acordei e fui acordando todo mundo. Quando fui acordar o pessoal do segundo andar, adivinha... o chão estava coberto d’água. Acordei o pessoal e fomos para o resort com a promessa de que estaria pronto no domingo, você concertou? Nem eles!
Tá... ao subir no ônibus mais uma deliciosa surpresa, duas na verdade: Primeiro que o ônibus era uma bosta, mas isso é óbvio, porém o que mais nos impressionou foi toda a experiência em cada um doas 16 anos que o motorista tinha. Era  uma criança ainda, apenas um bebê e o que era para levar 4 horas levou deliciosas 8 horas.
Passamos um bom tempo no hotel. Tinha piscina, ping-pong, sinuca, muitos indianos, comida indiana, mais indianos, mais indianos tentando nos vencer no ping-pong, e foi animal. Lavei minhas roupas na banheira do quarto, porque estava muito caro pra lavar no hotel, mas não secaram e tive que trazê-las molhadas mesmo. Ou seja. Até agora só lavei roupas uma vez, portanto... estou usando as mesmas roupas. Sequei uma camisa no ar condicionado do hotel...agora está tudo certo, mas minhas cuecas acabaram. Tive que comprar duas hoje, e duas camisas.
A viagem de volta foi ainda mais emocionante.  Estava chovendo absurdos e o motorista estava indo muito rápido. Então o para-brisa quebrou e tivemos que parar para arrumar. Ficamos um tempinho lá e ele finalmente arrumou.
Começou a chover de novo e mais uma vez ficamos sem parabrise. Foi aí que o motorista soltou uma frase que eu nunca me esquecerei. Ele, com seus experientes 16 anos de idade falou: “relaxa, temos uma batata”. O silêncio reinou no ônibus seguido de uma forte gargalhada. Continuamos a viagem com o proteção da batata, seja lá o que isso quer dizer.
Quando achamos que tudo já havia acontecido eis que... (tum tum pá, tum tum pá, tum tum pá- AIESECos entenderam, o resto provavelmente não) o pneu do ônibus explodiu.
hsaushausahusauhsua
Mano... o pneu explodiu!!!!
A cara tirava varias finas de carros, caminhões e vacas, brecava emcima dos mesmo por estar correndo, sem parabrisa, sem pneu... mas tínhamos a benção da batata. Estava tudo certo. Com ela por lá nada nos aconteceria. Pior que o cara falou muito sério que tinha uma batata.
Bom.... depois de 10 horas de viagem em um ônibus bem seguro, chegamos na casa à 1 da manhã... óóóóóóóó. As luzes do céu se acenderam... mas apenas por alguns minutos. Percebemos luzes acesas na casa e o que que tinha lá??? Mais intercambistas, em uma casa que não cabiam os 16 que estávamos por estar alagada.
Ok... conversamos um pouco e fomos procurar um hotel na avenida lá do lado... às 2 da manhã... 16 pessoas... delícia. Óbvio que o cara queria cobrar 1 milhão de dólares pra ficarmos 4 horas, então pegamos uns rickshaws e fomos para a casa do presidente da AIESEC daqui fazer uma surpresinha. Ele adorou....NOT
Discutimos um pouquinho como de costume e pegamos a chave do escritório pra dormir lá, no chão, sem nada. Só o conforto um do outro, dos 16. Foi mágico!
Engraçado que neste exato momento que entramos no escritório nos enviaram um e-mail da AIESEC dos EUA perguntando da qualidade do intercambio daqui. Diliça!!
Fui dormir e acordei pra ir pra ONG, mas não antes de ter mais uma discussão com o presidente. Todos trocaram algumas caricias, foi maravilhoso. Revigorante eu diria.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Volteiii!!!

Faaala meus quiridu. Foi mal ficar tanto tempo sem postar, mas não estou tendo muito tempo mesmo. Estou indo sempre pras vilas aqui por perto e à noite estou saindo pra jantar com a rapaziada.
Chegaram mais algumas 20 pessoas aqui e está osso. Finalmente hoje terei minha acomodação fixa- não reclamando das anteriores, foram todas sensacionais e serei externamente grato à Mayank, Nilay e Parth por terem me acolhido-. Então terei um lugar que posso chamar de meu, um lar, um aconchego, provavelmente com mais milhões de pessoas, mas foi pra isso que eu vim pra cá.
Então, como já disse, comecei a visitar as vilas. Antes eu daria umas aulas para crianças e talz, mas agora estou participando de um projeto que pode impactar ainda mais pessoas. Estou no projeto Protecting Rights of Children in Cotton Farming Area, que é desenvolvido pelo Baroda Citizens Council, junto à Unicef.
O projeto consiste em ir pras vilas, detectar crianças entre 6 e 14 anos que estejam trabalhando ou fora da escola, entrar em contato com essas crianças e seus pais e tentar colocar essas crianças na escola. Também estou indo nas escolas para acompanhar o aprendizado das crianças e dar sugestões, analisar infraestrutura, pessoal, higiene etc. Temos que fazer reports de todas as vilas que fomos e apresentar ao coordenador da ONG (BCC) para que eles possam tomar as providências necessárias.
Como estamos passando o dia todo na vila nós comemos comidas das redondezas mesmo, e a comida é muito boa. Fiquei meio com medo de comer no início mas, como o Guilherme Freitas (Vossa Excelencia Vice Presidente Finanças da AIESEC na ESPM) me sugeriu, se os indianos estão comendo eu como também. E quanto à água engarrafada... foda-se-hehehehe, sou malandro- estou bebendo e comendo tudo que me oferecem desde água, chás, comidas etc. E nos restaurantes estou pedindo só as coisas que não conheço sem sequer perguntar o que é. É mastigar e correr pro abraço.
                Na primeira vila que fui nós fomos a algumas escolas e um dos alunos, quando cheguei perto para ver o que estava fazendo, começou a ler o livrinho dele sem parar, com pequenas pausas para dar aquela respirada bem funda, e voltar a ler. Ele me ensinou algumas palavras em gujaraty (língua local) e eu não ensinei muita coisa pra ele porque a maioria das coisas que eu tentei ensinar ele já sabia.
xD
                A segunda vila foi mais complicado de chegar. Foram 110 km de viagem, mas em um furgãozinho com ar condicionado e panz. Foi animal também.
                Fomos a uma vila tribal fazer um tracking e conversar com uns habitantes. Primeiramente fomos até um tipo de um governo da vila, para apresentar o projeto e depois fomos até uma escola. Enquanto o projeto foi apresentado acabou a força e o ventilador desligou... fodeu!! Suei pouco, viu!
                Depois disso fomos até a escola para conversar com um dos “diretores”. É um senhor muito renomado aqui que ganhou prêmio e tudo mais e a escola tinha uma infraestrutura boa, comparada às outras da região.
                Depois disso fomos até a vila. Lá nos encontramos com o “chefe” da vila (eleito pelos habitantes- mas não é nada dessas coisas de índio e pajé não. É “normal”) e o cara da UNICEF promoveu um exercício para que os habitantes trabalhassem em grupo, desenhando um mapa da vila. Gradativamente ele vai incluindo as mulheres da vila na discussão, pois as pessoas da vila tem uma mentalidade muito machista ainda, mas conforme ele vai fazendo perguntas e tentando fazê-las participar os homens vão cortando-as enquanto falam e fechando a roda, deixando-as de fora.
                Mas o exercício deu resultados. Elas opinaram um pouco, falaram bastante e o cara da UNICEF disse que eles estão tentando há algum tempo já incluir as mulheres na discussão. Também disse que, caso as mulheres da vila não compareçam à discussão, a reunião é cancelada. De pouco em pouco eles estão aceitando a participação das mulheres, cujas quais não viveríamos cem. Mas quem sabe umas 200... Muahahaha
                Brinks. Só pra descontrair.

                Nós não vivemos sem vocês meus amores. Sério. Qualquer um que diga o contrario está mentindo.
                Mas dirigimos muito melhor! Fato! Hehehe (no geral, porque eu já destruí o carro dos meus pais várias vezes. Mal pais. Vou melhorar, juro!)
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Tá.... foco Day!!!
No outro dia fomos a uma vila mais perto, uns 25 km de distância....de jeep. Eu, a Maysa e a mulher na ONG ainda não conseguimos nos desgrudar direito de tão aconchegante que estava o veículo. Mas chegamos até que rápido na vila.
Lá fomos visitar a escola. E é tudo bem limpinho, chão concretado e com paralelepípedos, paredes bem pintadas. Só faltavam carteiras em duas salas. Então comecei a escrever sobre as crianças e a escola em um caderninho. Foi quando uma simples e ingênua sentença causou no rolê.
                Havia um grupo de alunos estudando fora da sala, sentados no chão com um professor e quando nós chegamos eles continuaram muito focados, e quando o professor saiu para nos receber, ainda assim continuaram estudando. Fiquei feliz com a situação e escrevi: “...eles continuam estudando, focados, mesmo sem professor olhando...”. Mais uma vez... fodeu. O professor que estava com eles leu e entendeu apenas o “no teacher” (sem professor), e entendeu que eu estava escrevendo que as crianças não tinham professor. Pronto... ele quis me mostrar TODAS as ferramentas que eles tem para ensino e explicar todas... em gujaraty, tanto os materiais, quanto o professor me explicando!
Ashusahusahsauhsa.
Foi engraçado. E pra explicar pra ele que não era aquilo que eu quis dizer... vixi. E a mulher da ONG (que fala tanto inglês quanto gujaraty) não podia me ajudar, pois estava meio que em uma reunião.
Descobrimos que há apenas 3 crianças nessa vila que não estão na escola, e que o pai delas (das três) as levam para trabalhar em vilas vizinhas. Portanto eles não estavam lá naquele dia para “conversarmos” (só a mulher da ONG fala, porque não falamos gujaraty).
Quando saímos da vila vem a surpresa. A mulher da ONG pergunta “e agora, o que vamos fazer?”.  Tipo... eu não sei onde são, como se chamam e nem nada das vilas. Cuma que eu vou saber, minha doce donzela?
Já estava acabando o horário então sentamos para conversar um pouco e voltamos de jeep. Sentei eu e a Maysa na frente, junto com outro cara e o motorista, novamente em um delicioso e aconchegante calor, suor e “cc” humano. Mas desta vez teve um “que” a mais. Começou a chover tipo... pra prêula (essa eu acho que só meus primos entenderão, porque a gente usava bastante. Só pra não ser rude e dizer “pra caralho”. Ai...meus tempos de inocência...).
Adrenalina a mil quando percebi que não havia o rodinho de tirar a água da chuva que não lembro o nome, então o vidro estava completamente coberto de água do lado de fora, e, por estar com as janelas fechadas, estava tudo embaçado do lado de dentro. Barreira dupla para visão... obstáculo pra você? Pro cara do Jeep não!!
Mas quando chegou à cidade, no meio de um monte de carro ele abriu o vidro e dirigiu com a cabeça pro lado de fora. Isso aí motorista... Viver= correr risco + por em risco a vida dos outros, que é muito mais divertido.
Quando chegamos ao nosso destino ainda estava chovendo demais, então coloquei a capa de chuva pra proteger o notebook (não, não sei por que levei pra vila) na mala. Tinha uma, aparentemente pequena possa para descer do veículo, então pulei com toda minha força de vontade. Afundei até o joelho (a Maysa vai entrar no Blog e falar que é mentira... que foi só até a canela. E é verdade... foi só até o começo da canela mesmo. Exagerei, malz)
Achei que a capa me protegeria... Ingênuo garoto. Me molhei por completo, então resolvemos partir pro abraço, tirei a capa (só protegendo o laptop) e andamos uns 20 minutos na chuva, meio que sem saber pra onde estávamos indo. Mas achamos o caminho pedindo informação.
Chegando, mudamos de casa mais uma vez e fomos jantar. Comi uma pizzazinha animal e um suco daquela uva roxa que sai a casca inteira e fica só a gosminha. Não era muito bom não. Depois o anjo que nos ajudou a chamar o Parth que foi nos buscar na estação apareceu de novo e pegou o carro para irmos buscar minha bagagem na casa do outro Parth (tem dois). O nome de é Mrugank... aprendi a escrever e falar.
Ah... e o do Brother (lembra?) é Mayank.
Depois fomos eu, o Mrugank, o Neil (brasileiro), a Maysa, o Yao (chinês) em uma sorveteria daqui. Muito boa também. E consegui 10 dólares de Hong Kong, trocando por 2 reais. Paguei caro, mas tá valendo.
Depois disso fomos dormir e é só. Acabaram os dias anteriores a este que estou escrevendo.
xD
Espero que tenham gostado. Se não gostaram foda-se.

Beijos e abraços galerinha.

Su Madhyantar (Boa Tarde)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dias 4 e 5


                Bom galera, foi mal não postar ontem, mas estou dando uns rolezinhos aqui e não dá pra escrever sempre.
                Um dos pontos altos do dia de ontem foram os macacos na árvore em frente à casa que estamos dormindo. Eram 3 ou 4 adultos, um adolescente e um bebê. Ficamos um bom tempo os observando e tirando fotos e então fomos almoçar e, depois, para o escritório.
Chegaram mais alguns EPs e fomos mais uma vez ao museu à tarde. Eu, a Maysa, o Nilae (indiano) e Elleen (Não tenho certeza se é assim que se escreve, mas tá valendo. É uma belga que chegou ontem). O pessoal do museu é aproveitador/inteligente porque a entrada para indianos custa 10 rupias e para estrangeiros são 200 rupias. E tipo... não é só de sacanagem porque viram nós três, está escrito no vidro, com aqueles adesivos de letra. E para levar a câmera são mais 100 rupias.
                Mas tudo bem, não deixaria de entrar por isso.
                O museu é muito bom. Tem várias coisas entre vasos, armas antigas, quadros, ídolos, roupas e até uma seção de esqueletos com um osso de uma baleia encontrada morta nas praias de Gujarat há uns 60 anos, tartarugas, cobras, girafa, elefante, macaco, ser humano, entre outros. Postarei fotos quando puder, pois a internet aqui é bem lenta, então fica difícil fazer uploads de coisas pesadas.
                Após isso fomos a um zoológico no qual encontramos um leão, um tigre, alguns veados e outros animais, além dos esquilos, que estão por toda a parte. Entramos meio na ilegalidade, porque tinha que comprar um ingresso por 10 rupias cada na entrada, que já tínhamos passados, então demos 30 rupias, no total, para o tiozinho da entrada e fomos.
                Na volta íamos a um lugar onde o Nilae disse que poderíamos ver mais de 10 crocodilos ao ar livre, tipo cara a cara, prontos pra morte e ser massacrados por um dos mais antigos descendentes de dinossauros ainda vivo e perecer nas terras indianas. Mas acabamos não indo, pois Nilae tinha que buscar outro EP no aeroporto. Ficamos de ir domingo, então. Bebi uma deliciosa água de procedência duvidosa, por 15 rupias (divide por 43,75 que dá a quantidade em dólar) e voltamos ao escritório, onde recebemos nossos chips de celular que poderemos conversar de graça com os EPs e mandar 200 mensagens de graça, por dia.
                O chip não funcionou no meu celular, então terei que comprar um daqui. E ao chegar na casa do Parth, nós tomamos banho e o Dé começou a mostrar umas músicas brasileiras para ele, e ele mostrou um comediante que zoa os brasileiros. É muito engraçado... a parte que eu ouvi, pois caí em um profundo sono que não me deixou desfrutar de tal comediante.
                Bom... como os pais dele chegaram e nós estávamos dormindo no quarto deles, o mais natural é que saíssemos do quarto e fossemos dormir no sofá, chão, rede, cama de pregos...sei lá. Mas não. Os pais dele simplesmente não quiseram nos tirar do quarto e ficaram com o quarto do Parth, e ele veio dormir com a gente, no chão.
                Os pais dele vieram nos conhecer. São MUITO legais e receptivos e ficamos conversando por um tempo.
Dia 5 (Começo)
                Acordei sendo cutucado pelo Dé dizendo: “Olha. Se liga!” (Não necessariamente com essas palavras, não lembro direito pois estava em meu estado zumbi ainda). E quando olhei para cima do armário eram duas pombas “tocando o puteiro” nas coisas que estavam lá. Quando acordamos uma saiu voando, tipo “fodeu! Eles nos viram! Salve-se quem puder!” e passou bem perto do ventilador de teto. Estavamos com medo que a outra passasse no ventilador e voasse pomba pra todo lado, mas jogamos uma almofada perto dela para ela ir embora. Podiamos ter desligado o ventilador né?! Só pensei nisso agora.
                Mas ok, fomos tomar café e assistimos um pouco de televisão (um programa de um Cheff italiano tentando fazer um prato chinês) e viemos para o escritório.
                Hoje vamos em uma famosa livraria da cidade, chamada Crossword, e ao cinema assistir Delhi Belly. Vamos, por enquanto, eu, o Dé, a Maysa, a Elleen, o Dominick (alemão), um cara de Singapura, o Nilae, o Parth... e com certeza vai aparecer mais alguns para ir. Sempre aparece.
xD
                Até agora a experiência está sensacional, mas o trabalho começa amanhã (espero!). Por enquanto estou com tanto tempo livre que até dá pra escrever um Blog. Tanto tempo livre quanto vocês, que leem essa porcaria!
                Amo vocês galera que eu conheço que está lendo meu Blog. Os que não conheço não amo ainda, pois ainda não os conheço, mas quem sabe um dia. Me adiciona no facebook.
xD
                Beijos, abraços e comidas apimentadas para todos.

PS: Comenta, se não eu paro!

Continuando no mesmo arquivo...
                A livraria é animal. Comprei uns 5 ou 6 livros por 50 reais. Uhulll
                O filme também é sensacional, gravem esse nome: Delhi Belly. Assistam! E depois nós tiramos uma foto da Tchurminha.
Depois fomos levar uma menina de Puerto Rico na casa dela. Ela nos deus alguns artefatos do país muito legais. Duas pulseiras, uma “tornozeleira” (acho que não era, mas virou) e uma bandeira para o Parth. Sim, fomos em três na moto... de novo. O Parth “quase” me fez chorar quando falou que estava se divertindo muito com a gente e que parecíamos todos como irmãos.
                Na volta passamos em uma loja da Nextel para comprar um celular daqui, mais uma vez muito barato. Tipo uns 40 reais. Então voltamos para o escritório e fomos pra casa do Parth. Escrevemos em uma bandeira do Brasil, como agradecimento pela estadia e demos alguns presentinhos do Brasil.
                Comecei a ler um livrinho bem pequeno sobre o Ganesha e Fui dormir.
                Desculpem me pessoal. O Blog está meio sem detalhes, mas é porque tipo...foda-se. Estou curtindo meu intercâmbio e não tenho muito tempo pra postar!
ahsushsahauh
Brinks

Não, sério! Não estou tendo muito tempo pra postar.
xD
Hu tamne badane yaad karu chu

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dia 3


Como de costume vou terminar o dia 2 primeiro.
Na parte da tarde fomos no centro ver bugigangas, saris, Ganeshas etc e foi muito legal. É incrível como os indianos são receptivos -não sei se para nós comprarmos as coisas, mas são- as roupas são animais!! Dá contade de comprar tudo, mas ainda não comprei nada, só uma garrafa d’água, um 7up, uma bolacha e amendoim japonês.
Na volta passamos no museu, mas para isso tivemos que atravessar obstáculos... a rua. O Pitfall não conseguiria (NERDS saberão do que estou falando e entenderão minha dificuldade). Mas o parque do museu é muito bom. Tem esquilos por toda a parte e um relógio no gramado (tipo alguns ponteiros fincados na grama, é muito legal).
O problema é que o museu não estava aberto,então só passeamos por fora.
Na parte da noite fomos jantar no “Mainlaind China” e conheci muitas pessoas. Temos o BRIC todo aqui, e quase um G8.
xD
                Conheci uma keniana, uma russa, uma canadense, um estadunidense, um italiano, uma taiwanesa criada nos Estados Unidos que veio do Egito (Wow), um que não lembro a nacionalidade, um marfinense e uma tcheca. Alguns no jantar, então conheci melhor e outros em uma casa que fiquei pouco tempo, então conheci muito pouco.
                Foi um jantar muito divertido e a comida estava excelente. Comi Honey Grazed Lemon Chicken (Frango com molho de mel e limão) e estava muito bom de verdade. Também pedi uma Pina Colada e, não, não continha álcool. Aqui nada tem, mas os indianos me disseram que é de boa beber se for maior de 18.
                Como nossos hosters estavam nos esperando voltamos para a AIESEC, mas o que “estava me esperando” não estava lá. Me comuniquei com ele e fui para uma casa que os estagiários daqui da AIESEC ficam, para encontrar o Nilae (Acho que é assim que se escreve). Mas chegando lá ele demorou um pouco pra sair e como ele estava de moto tive que deixar minha mala de viagem por lá e só carregar a de mão.
                Ao chegar na casa do Nilae, às 2 da manhã, naquela pegada pra tomar um banho e ir ao banheiro tive minha primeira experiência indiana com banheiros. Abri a porta e era apenas um belo e aconchegante buraco no chão sem chuveiro. Tomei aquele banho de canequinha e usei o buraquinho. E Gui: Não havia nenhum barulho de verminhos. Tinha água no buraco, de boa.
xD
Ah... e não tinha ar condicionado como na última casa, mas incrivelmente  foi a noite que dormi melhor. Assisti um programa de motocicletas aqui, tipo “Meu Pai é Melhor que seu Pai”, sabe? (se sim eu tenho muito menos respeito por você agora. Sério! xD) E dormi!

Dia 3 de fato.
                Acordei e tomei mais uma vez um chazinho indiana com gengibre e fui para o escritório de moto e sem capacete (Manhê, eles simplesmente não usam isso aqui, malz. Tenho vídeos disso também). Ao chegar no escritório passei um tempinho por lá mesmo e fui almoçar com uns EPs novos no restaurante indiano. Era uma chinesa, uma estadunidense e uma ucraniana. Fomos eu, o Dé, a Ma e um indiano que não lembro o nome.
                Ele demostrou interesse em fazer um CEED no escritório do Brasil... então ICX, pay attention. O cara é muito engraçado e está meio que dando encima da Ma. Vocês precisavem ver ele conversando com ela no restaurante meio... totalmente inclinado pro lado dela (muito engraçado. Ashusahsuahusa). E logo depois meu ego inflou de uma forma exorbitante e minha baixa estima foi lá no alto quando esse mesmo indiano falou que eu sou a cara do Brad Pitt. Deve estar querendo algo com a Maysa e quis agradar os amigos dela. Hahahaha
                Enfim, ao voltarmos para o escritório estava tendo uma reunião com os treinees, na qual estavam tentando resolver nossos pequenos problemas. Coisas simples como acomodação, trabalho que não estava rolando... coisa besta sabe?! Nessa reunião conheci outra estadunidense, que era a que mais falava. Mas com razão, pois estava aqui há 3 semanas e o trabalho dela não havia acontecido ainda. Discutimos, discutimos e discutimos e o escritório resolveu nossos problemas parcialmente. Resolveu os de acomodação e os trabalhos ficaram de ser resolvidos até segunda.
                O pessoal estava bem irritado, mas eu estou mais tranquilo quanto a isso. Não sei se é porque só estou aqui há dois dias e espero não ficar daquele jeito, mas aquela americana ficava uma graça brava, mas isso não vem ao caso.
                Fomos todos a um shopping aqui ao lado para tomar alguma coisa e conversamos mais um pouco, e após isso fomos jantar em um lugar que vende uns chocolates muito bons. Comi uma pizza de chocolate com marshmallows e nozes que estava muito boa mesmo. Foi então que aconteceu a surpresa.
                No estabelecimento só tocavam musicas bacanas, tipo Celine Dion remixada (sim, a do Titanic), Backstreet Boys (que não foi um problema para mim, já que sou um grande fan desse clássico da música POP), Barbie Girl, Spice Girls, entre outros. E é daí, que surge do fundo da caixa de som, massacrando meu pâncreas de tanto orgulho de ouvir aquilo, nossa famosa “bate forte o tambor”. Meu coração...-não, coração não porque ele é apenas um músculo- Alguma parte do meu sistema nervoso que muito provavelmente é em uma parte do meu cérebro se encheu de orgulho! NOT! Mas fiquei muito feliz de ver tamanha cultura brasileira tocando pra esse lado do mundo.
                Ao voltar nos encontramos com Parth, que é o AIESECer que dormirei na casa com o André... na mesma cama-Grrrr-. Mas sem problemas, na verdade estou escrevendo isso aqui, agora, deitado do lado do Dé. “Vai Dé....dá uma palavrinha pro pessoal do Blog ae!....”ZzzZzzzZZZzzZzz”. Ele esstá dormindo.... malz”. Bom... continuando.
                Fomos até a casa que deixei minha mala na noite passada para busca-la.... de moto. Demos um jeito de carregar a mala na moto e estávamos voltando, felizes e contentes, para o escritório para pegar o André, quando uma belíssima pomba deuuma bela duma cagada no meu ombro. Acho que isso quer dizer sorte né? Não, quer dizer que minha camisa ficou fedendo pra C@#$%lho e eu tive que sentir aquele caldinho adentrando o fino pano da minha camisa do Jaka Waka e encostar na minha bela pele branca. Foi maravilhosa a sensação. Mas resolvemos vir direto pra casa dele e deixar o Dé lá sozinho mesmo.
                Brincadeira... o Parth só me levou pra casa dele, que era perto, pra depois ir buscar o Dé. Que estava aprendendo a jogar Cricket com uns indianos que estavam na frente do escritório. E chegando aqui, finalmente pude abrir minha “necessária” e realmente tomar um banho de verdade. E também fui ao banheiro e me matei para encher e jogar baldes de água na primavada, mas na terceira vez que fui mexer na torneira eu abri a torneira errada e adivinha... era a descarga.
                Mas está muito bom aqui e agora, com meu ego inflado, vou partir pra cima de todas as menininhas do bairro mew!!! Até vou deixar a barba crescer agora pra ficar mais parecido ainda! “tá bom...senta lá”
                Bom... isso é yudo por hoje meus amores, mas provavelmente vai ter mais aqui embaixo (ou em cima... sei lá) porque só postarei amnhã. Que pra vocês que estão lendo é hoje, então terão que ler dois dias seguidos de uma vez... se f*%$#deram.
                Ah... esqueci de mencionar que também nos perdemos indo pra Universidade de Baroda, que foi o palácio do príncipe daqui em 47 (se não me engano), que foi estudar na Inglaterra e quando voltou percebeu eu os estudos são tão importantes que resolveu doar o castelo para ser uma faculdade. Portanto crianças, estudem.
                Mas não é que nos perdemos. A gente só não conseguiu chegar onde queríamos por ter pego o caminho errado. Mas voltamos pelo mesmo caminho e então chegamos no escritório de novo. Olha que três brasileiros inteligentes que somos. Mãe, não se preocupa! Seu filhote está inteiro, assim como todos aqui.
                Agora acabou mesmo, vou dormir.

quinta-feira, 30 de junho de 2011


Dia 2
Ainda Ontem

Ao descer da AIESEC para pegar o rickshaw encontrei um pessoal da AIESEC e começamos a conversar. Uma era Russa e o outro de Joinvile, mas já estão aqui há algumas semanas. Ele disse que meu inglês não parece o inglês de um brasileiro. Espero que isso seja bom.
Fui para a casa de um dos AIESECers de rickshaw e aconteceu mais uma coisa bem engraçada.
Chegando na casa o marcador mostrava 260. Achei caro, mas era o que estava marcando e ele não havia dado nenhuma volta a mais aparentemente, então entreguei o dinheiro. Logo após ele me devolveu 210, alegando algo que obviamente não entendi. Fiquei super feliz por sua sinceridade e o ajudei a empurrar o rickshaw, que estava em um buraco.
É fácil se sentir à vontade aqui, pois todo lugar que você vai é preciso tirar os sapatos e na casa do “Brother” (vamos utilizar essa denominação até eu aprender o nome dele) não foi diferente. A “mother sister” (até agora não sei se é mãe-irmã ou irmã da mãe. Provavelmente a segunda, já que a primeira não faz muito sentido) me recebeu e me ofereceu um chá muito bom, que tem gengibre e é servido muito quente, acompanhada por batata palha apimentada, que é muito bom também, e coockies. Conversamos um pouco, mas ela não falava muito bem inglês, porém conseguimos nos entender.
Quando o Brother chegou ele logo me perguntou quanto paguei pelo rickshaw. Contei toda a história e como o taxista foi legal, mas não, ele não foi legal. Na verdade aquilo que marca não é o quanto eu teria que pagar e sim um certo tipo de código, sei lá. Falei para ele que estava marcando 260 e então ele me disse que era para ter pago apenas umas 30 rupias, e o cara pegou 50 de mim. Ok, valeu a experiência, sem ressentimentos. Agora o Brother já disse para tomar cuidado com os taxistas.
Na janta foi servido algo parecido com um bolo, mas feito de arroz, acompanhado por ketchup e um outro molho bem apimentado, fora a pimenta do bolinho também. Era MUITO bom. Ah... tinha também um doce feito de leite (não me atrevi a perguntar “leito do que?”) e água, bom também, mas nada demais.
Para finalizar o dia precisava de um banheiro, tomar um banho,  escovar os dentes e dormir, exatamente nessa ordem. Aí eu comecei a ficar preocupado. Mas veio a surpresa: Na casa dele tem WC (Sem descarga. É no baldinho mesmo), chuveiro e ar condicionado no quarto. Ou seja, minha primeira noite não teve nada de diferente do Brasil.
Fui ao banheiro, tomei meu banho, escovei os dentes e fui me deitar. Dormimos eu, ele e o irmão de 10 anos dele em uma cama, que era grande. Ah... eles dormem às 23h normalmente. A partir do momento que deitei não vi mais nada, ele disse que aqui é normal dormir de conchinha com a visita, e como estou aqui para aprender sobre outra cultura, dormimos.... Brinks!! Ahh... eu enganei voceis.
Bom... voltando à seriedade... Brinks de novoo!!!
Tá... parei.

Segundo dia de fato
               
                Acordei às seis da manhã, olhei pro lado e o Brother estava de barriga pra cima completamente coberto. E quando eu digo completamente, é completamente mesmo, com o cobertor no rosto e tudo. Bom, voltei a dormir.
                Aproximadamente às 10h da manhã o Brother me acordou porque tínhamos que vir pro escritório, então escovei os dentes e por não estar nada suado, devido a deliciosa presença do ar condicionado no quarto, vim sem tomar banho mesmo. Já tinha tomado antes de dormir, agora só no fim de semana. NOT
                Fomos tomar o café da manhã que é típico daqui também. A mãe dele nos serviu um prato com um “alguma coisa que não sei explicar”, também feito de arroz, e aquelas batatas-palha para misturar e chá. Muito Bom!
                O Brother foi ao escritório de moto e eu de rickshaw, devido às malas, mas ele foi seguindo. Mais uma  experiência que vi minha vida passar em quadrinhos na minha mente. O motorista pega a contramão como se nada estivesse acontecendo. Veja as fotos a seguir.
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Tá... não sei como e nem se dá pra colocar fotos no Blog. Mas, continuando. O cara pegou a contramão mano!!! Bem no estilo “foda-se”. Mas deu tudo certo, estou vivo e lembrei de fatos da minha vida que já havia esquecido devido a essas imagens passando na mente, ou seja, até que valeu pra alguma coisa. Porém, o motorista errou o caminho, o Brother virou pra um lado e ele foi pra outro. Aí pensei: “Fudeu! Ele não fala nada de inglês meu hindi é tão bom quanto o inglês dele... Fudeu de veiz!”. Mas paramos em um lugar e ele pediu pra um jovem cidadão falar comigo e traduzir meu “inglês que não parece o brasileiro”.
Quando demos a volto o Brother estava nos esperando na avenida e, como já tinha passado a entrada da rua pra AIESEC adivinha o que eles fizeram.... pegaram a contramão novamente. Mais uma vez me lembrei de coisas longínquas da minha infância, mas deu tudo certo de novo.
Cheguei no escritório e lutei com o notebook para fazer pegar a internet.... perdi. Então comecei a escrever este belíssimo texto para que vocês, meros mortais morram de inveja dessa vida sem perigos de São Paulo e arredores.
Como a Maysa estava no escritório também, fomos no Mc’donalds e conhecer o shopping no almoço. Comemos, tiramos fotos e fomos olhar as lojas, muito boas, por sinal, e o ar condicionado do shopping me levou à orgasmos múltiplos... Brinks!!
               
Não....é sério. O ar do shopping é a oitava maravilha do mundo.
Compramos uma garrafa de 7up no Big Bazzar e ao lê-la adivinhem a promoção da capa... hen....han....adivinha....
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.Já adivinhou?

                Uma passagem para o Brasil!! Ahsuhsausahusa
                Animal. Não vou falar que vou postar a foto se não vocês vão ficar bravos quando eu não conseguir de novo! E nunca foi tão difícil comprar um potinho de acetona. Thanks Maysa pela experiência!

                Ah.... e quando voltei ao escritório e liguei o computador a internet pegou sozinha!

PS: notaram que os acentos voltaram??? É porque consegui fazer a internet pegar no meu notebook!
xD
PS²: Notaram que aprendi a escrever “dormir”?
ashusahusahusa

                Bom... são 15h30min aqui e posto o restante do meu dia a noite, pois como ainda não aconteceu não tenho como contar  para vocês.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Primero Dia na India


Como vai a vida de voces meus queridos?
Primeiramente desculpe qualquer erro com pontuacao  pois o teclado daqui e diferente.
Bom… por onde comecar? Vou fazer uma ordem cronologica dividida por titulos.
Por favor, leiam. Deu muito trabalho para escrever esse texto para passa-los essa experiencia. Ta bom, nao deu trabalho, mas eu quero muito divide-la com voces, caros leitores!
xD

Da Saida de Sao Paulo ate O Aeroporto de Mumbai.

A partida foi tranquila. Maes desesperadas no aeroporto, preocupadas com os filhos (estamos em 3) e todas essas coisas que as maes dizem que so quem e mae sabe como e. Porem, um voo de ida e volta entre Brasil e India por  US$1300 deixa as pessoas um pouco desconfiadas.
                Estavamos esperando um aviao daqueles que as pessoas tinham que pedalar para ele bater a asa, mas chegando na zona de embarque a surpresa: o aviao era EXCELENTE. Tinha ate uma camera na cauda para vermos o lado de for a durante toda a viagem.
                Tudo bem que a camera nao funcionava muito bem, pois de noite estava tudo preto e de dia o sol ofuscava a imagem, mas a intencao e o que vale. A comida tambem era otima e aquelas deliciosas decidas em ‘’queda livre`` eram um inferno para mim. Mas ok, chegamos em Johanesburg.
                Nao pudemos sair do aeroporto por falta de tempo mas o Duty Free e gigantesco. Deixou o de Sao Paulo como uma lojinha. As pessoas por la sao muito simpaticas e as lojas tem coisas tipicas do pais. Todo esse tamanho e desenvolvimento provavelmente foi feito para a Copa do Mundo, mas estava lindo e muito grande.
                Ate ai nao tinha durmido uma hora sequer desde o horario que acordei no Brasil (por volta das 9 da manha). Eu havia pegado o voo as 18h e este demorou aproximadamente  8 ou 9 horas ate Johanesburg. Juntando tudo isso a mais 4 horas de espera no aeroporto de Johanesburg so poderia ter um resultado: Durmi quase o voo todo de Johanesbug para Mumbai. Em um voo de 10 horas eu acordei faltando 3 para chegar na cidade. Ao acordar notei um jogo de futebol muito ~legal~ (graficos de playstation 1) na TV do aviao. Sim os avioes tinham TVs com MUITOS filmes legais, jogos, radios e series. Com isso comecei a assistir um filme (do Adlam Sandler e Janiffer Aniston, que ele inventa uma familia para ficar com outra mulher, enfim…). Mas o aviao comecou a taxiar para pousar e cortaram meu filme nos ultimos 5 min. Ok, ok. Sem crises.
                Chegamos a Mumbai.

Chegando na India

                E aqui que comeca a ficar legal.
                Tracamos nosso dinheiro no aeroporto -ok, tudo legal- e fomos perguntar ao agente de viagens como fariamos para chegar ate a estacao. Como chegamos a 1h da manha, decidimos esperar ate amanhecer par air a estacao, mas o agente disse que deveriamos ir o quanto antes para ja comprar os tickets. Ok, vamos la. Fora recomendado um taxi pre-pago e nos o pegamos.
                O brotherzinho que pegou nosso papel (que ja tinhamos pago dentro do aeroporto) queria mais dinheiro, mas desta vez com um ~que~ a mais. Ele queria que nos pagassemos mais 10 euros, que virou 10 dolares, que acabamos pagando 5.
                Ele comecou a convercar em Hindi com o motorista (que nao falava nada de ingles) e confesso que fiquei com medo. 2 horas da manha Mumbai tem bastante movimento, mas estavamos indo por umas ruas bem estranhas. Havia um lugar que pensei que ele fosse entrar que se ele nos deixasse ali eu sentava e chorava pra sempre (humorzinho para descontrair. hahhaha). Pura maldade minha. Fomos deixados em Mumbai Center, a estacao de trem.
                Pura maldade o #$^%^^%&%. Assim que descemos do taxi mais tres indianos ja juntaram, nao sei pra que, mas nao queria descobrir, e o taxista queria mais dinheiro. Mas pra cima de nozes nao. A cota de ser feito de besta ja tinha esgotado para os tres. Nao pagamos mais nada e entramos na estacao.
                E ai vou ate abrir outro capitulo para falar disso.

A Estacao de Trem de Mumbai Center

                OK, meus amigos mais NERDS irao me entender.
                Imaginem aquela estacao de trem do Resident Evil! O jogo, nao o filme. Entao… era exatamente a mesma coisas.
                ‘’Corpos`` (durmindo, nao mortos) jogados no chao sem movimentacao alguma e um cachorro com um oculos pintado na cara (Juro!). Eis que temos a brilhante ideia de subir ao Segundo andar par aver o que tinha. Grande erro. Eu me vi dentro do jogo. Sonho realizado (ahahha).
Mas ai fechamos com chave de ouro a parte NERD da historia. Sabem o que tem de pombos em Sao Paulo? Pois e, aqui sao corvos. Vaaarios corvos espalhados por toda a estacao (#cunamao).
Apos todo esse daydreaming fomos ver a passage e tivemos uma deliciosa noticia: As passagens comecariam a ser vendidas as 4h 30min da manha. Eram 2h e 30 min. Comecamos a explorer o lugar, usar o banheiro (e complicado!) e jogar UNO.
Passando a parte gamer feelings da historia, conhecemos Rupesh. Um simpatico indiano que estava me olhando e balancei a cabeca em um gesto de ‘’ola``. Foi o bastante para ele se aproximar. Comecamos a converser sobre diversas coisas ate que ensinamos a ele a doce e malefica arte do UNO. Ele pareceu ter gostado do jogo e ficamos um tempinho jogando. Mal sabiamos nos que aquele gentil cidadao indiano era a pessoa que ``salvaria nossas vidas’’ em um future muito proximo.
Ao abrir a bilheteria ele nos chamou e nos entregou formularios para preencher com o intuit de comprar as passagens, mas quando os deu para nos: FODEO! Caso eu tenha conseguido anexar o formulario ele esta abaixo, caso nao… era foda, acredita em mim.
Mas eis que Rupesh surge e preenche o formulario para nos, deixando apenas os nomes, sexo e idade para preencher. Apos isso ele me chamou para ir junto com ele na fila, meio que furando algumas pessoas, o que comecou uma caloroza discussao entre nosso amigo e um senhor que ali estava. Ok, passamos na frente (hehehe) e pegamos as passagens. Na porta do trem Rupesh estava nos dando instrucoes, um indiano ouviu e se apresentou. Era Mru… Moru… Espera ai que vou ler aqui, pois anotei… Mrugark.
Comecamos a converser e citamos a AIESEC, causando uma imediata reacao nele, que nos disse que a maioria de seus amigos de Baroda (cidade que estavamos indo) eram da AIESEC e que ele desembarcaria la. Otimo , pois a Maysa levou 52 kg de bagagem e sabiamos que o trem iria lotar. Um dos caras que estava acalmando as discusses entre Rupesh e o ssenhor, na estacao, estava do meu lado e ficamos sabendo que era do governo (vai saber). Mas a ajuda de Moru….Mrugark ja era mais do que o suficiente.
Bom eram 6 horas de trem ate Baroda, entao ficamos conversando, durmindo, lendo, tirando fotos, mas nao sentamos em nossos respectivos lugares, para podermos ficar na janela e nos mesmo bancos. Mas conforme as pessoas desses bancos iam chegando, elas possuem uma forma muito agradavel de perdir licensa: dizem um simples ‘’sai`` (presumo) em um tom nada agradavel.
Tudo bem, fomos sentados ate Baroda talking to Mrugark. Foi quando descobrimos que pode-se consumer alcool na India, na verdade, mas apenas no estado de Gujarat (onde fica Baroda) nao era permitido. Ao ser questionado o por que disso nos veio outra surpresa: o estado que estavamos indo era o berco de Mahatma Gandhi, e como ele era contra bebidas alcoolicas, todo o estado parou de consume-la.
Apos 6 horas chegamos a Baroda.

Em Baroda

                Foi em Baroda que nossa amizade Indiana foi nossa salvacao novamente.
                Nao estavamos conseguindo nos comunicar com as duas pessoas da AIESEC que pegamos os telephones, para nos buscar no aeroporto, mas Moru…Mrugark tinha um celular local e conseguiu  contactar um dos AIESECers. Ele veio nos buscar e ao encontra-lo fizemos nosso primeiro passeio de rickshaw. Mano... e sensacional. Os caras dirigem que nem loucos aqui.
                Teve uma hora que eu quase morri do coracao pensando que iamos dar de frente com um caminhao, pois como aqui nao tem a faixa divisoria das maos nas ruas, ele s meio que nao tem leis. Passam em farol vermelho, entram na contramao, etc. Mas foi demais.
                Fomos direito para o escritorio da AIESEC, ou seja, nada de banho, e conhecemos o pessoal daqui. Eles sao muito acolhedores, gente boa de verdade, e nos levaram para comer em um ‘’restaurant`` indiano. A comida e otima, mas BEM apimentada.
                Mas ai mais uma parte que que quase chorei.

Dominos e Mc`donalds em um Shopping Atras da AIESEC

                Ainda nao comi em nenhum dos dois, mas em breve eu o farei, com certeza. Entramos no shopping e quarto coisas nos chamou a atencao:
                A primeira foi a nossa querida Dominos do lado de fora do shopping, toda azulzinha e com um rickshaw fincado na parede (pura arte, nada de acidentes).
                A segunda foi, assim que adentramos o shopping, um Big Bazzar estava ali, esperando por nos, com papel higienico e tudo.
                A Terceira foi a mais ‘’extasiante``. Um banheiro… com privada!!! Nada muito limpo, mas os buraquinhos no chao tambem nao sao, entao sujo por sujo….
                E por ultimo e quase que com a mesma satisfacao de ver aquele WC estava ele, o Mc`donalds com sua deliciosa Large Coke que custa 40 rupias (pouco menos de 1 dolar). O ‘’abra a felicidade`` que a propaganda diz e que nosso querido Negao enfatizou no team days sussurrava ao meu ouvido mais forte que qualquer coisa. Em um calor que dificulta a respiracao, encontrar um shopping com ar condicionado beeem geadinho e uma Coca Cola do Mc foi orgasmico.
                Enfim, hoje durmirei na casa de um AIESECer para viver um pouco a cultura deles e amanha irei conhecer a ONG.

                Mando noticias em breve.