segunda-feira, 25 de julho de 2011

Delhi & Agra

Nesse fim de semana fomos para Delhi e Agra passar quatro dias na cidade.
Vamos começar do início. Fomos para a estação pegar o trem para Delhi e passar nossas deliciosas 15 horas de viagem dentro daquela coisinha gostosa. Com compramos uma passagem em um trem com camas, mas sem ar condicionado, eu já estava na certeza de que ia sem meio complicado.
Mas o trem até que era bom. Tinha ventilador pra todo lado, então não foi nada quente e as camas até que eram confortáveis e, como sempre, conhecemos uns indianos no trem. Eles nos deram algumas comidas e começaram a conversar. Sinto muito, mas dormi, pois estava muito cansado.
Foram 12 horas seguidas dormindo, e muito bem. Acordei perto de Delhi com o Alberto (italiano) dizendo que faltava mais ou menos 1 hora pra chegar, então desci e comecei a conversar com o amigo indiano. O Khalil (“não sei como se chama quem mora em Singapura”) me disse que o cara comentou que os amigos dele (eu, Alberto e Maysa) viajavam como indianos, pois a gente não comia, não ia ao banheiro, não dava sinal de vida, nada.
            Ao chegar em Delhi pegamos um Rickshaw para o hotel, que era muito bom. Ar condicionado, freezer, ventilador, televisão, tudo muito bom.
            No primeiro dia em Delhi nós fomos até uma 25 de Março da Índia. Tinham ruas para prata, pra roupa, pra tecido, pra tudo! Passamos um tempinho lá e fomos jantar. Não teve muita coisa de excitante no primeiro dia... até chegar a noite.
            Quando chegamos ao hotel fomos cada um pro seu quarto. Eu estava no quarto com um português e um cara de Luxemburgo estava chegando. O Dé foi ao meu quarto pra pegar um remédio, abrimos a porta, pegamos o remédio, eu saí do quarto por 5 segundos e quando voltei... a porta não abria. Fiquei trancado pro lado de fora e o português pro lado de dentro.
            Chamei o carinha da recepção para ver o que estava acontecendo. Ele tentou abrir com várias chaves e não conseguiu, tentou abrir com a própria chave do quarto, que o João passou pra mim por uma ventilação encima da porta, mas também não conseguiu. Então chamamos o gerente.
            Ele subiu com uma chave de fenda e um martelo e tentou abrir a porta de tudo quanto é jeito, mas sem sucesso. Então ele disse: Fala pro seu amigo se afastar da porta.

            POW.... enfiou-lhe uma bicuda na porta.
            Pois é, a porta do meu quarto teve que ser derrubada aproximadamente à meia noite. Ele destruiu a maçaneta e disse que no outro dia concertaria, ou seja, dormimos com a porta destrancada naquela noite. Portanto, naquele momento, nem a porta principal, nem a do banheiro podiam ser trancadas (pois é, a do banheiro também não trancava).
            Mas tudo bem. Nós iriamos em um tour por Delhi no outro dia então disse para ele que ele tinha o dia todo para concertar. Fomos dormir e acabou o dia.
            O segundo dia até que começou bem, por uns 30 min. Quando estávamos indo para o ônibus do tour havia um homem morto no meio do lixo na rua, e todo mundo passava como se nada estivesse acontecendo. Ele estava cheio de moscas no rosto, na boca, olhos meio abertos... foi tenso. E havia outro homem há uns 2 metros dele procurando coisas pra comer naquele mesmo lixo.
            Mas voltando à parte boa da viagem, fomos fazer um tour por Delhi. Conhecemos vários lugares muito bons e tiramos fotos com vários indianos. Uma hora, em uma das paradas, eu e o Dominik (alemão) fomos conhecer o lugar e vários indianos pediram para tirar fotos com a gente. É muito engraçado.
            Fomos também ao local onde Gandhi foi cremado depois de sua morte e a casa onde Indira Gandhi (ex primeira ministra) vivia e foi assassinada. Os últimos passos dela foram cobertos com cristais e no local onde ela foi morta colocaram uma placa.
            Quando voltamos pro hotel o pessoal queria ir ao Hard Rock Caffe. Como eu estava meio mal pensei em não ir, mas fui mesmo assim, para passar mais um tempo com todo mundo.
            Fomos até um shopping muito longe de onde estávamos que era excelente. Ao entrar no Hard Rock Caffe nós fomos muito bem recebidos, a música era muito boa e eles tinham hambúrguer de búfalo. MEW... ELES TINHAM CARNE DE VERDADE.... E CAIPIRINHA!!!
            O hambúrguer era perfeito, mas a caipirinha nem tanto. Era boazinha, mas não era a boa e velha caipirinha.
            No outro dia nós iriamos ver o Taj Mahal, mas eu não fui porque bebi demais e só acordei as três da tarde com uma puta ressaca, no hall do hotel, de cueca e sem minha carteira. Fui até a polícia para dar queixa, mas a polícia aqui é mó palhaçada.

            BRINKS... Para os pobres seres que acreditaram que eu perderia o Taj Mahal por uma noite de bebidas, tenho PENA DE VOCÊS!
Hehehehe

            Bom... eu só bebi uma caipirinha. Estava de boa. Foda foi aquele hambúrguer daquele tamanho no estômago.
            Acordamos, no outro, dia para pegar a van para Agra. Mais umas 5 ou 6 horinhas de viagem só pra entortar mais as costas, mas era pelo Taj Mahal. Eu quebrava minha espinha pra ver aquilo.
            Ao chegar ao local havia três preços para ver o Taj Mahal. Para indianos: 10 rupias; para Asiáticos: 500 rupias; e para estrangeiros dos demais continentes: 750 rupias. E isso acontece em todo lugar aqui. Foi o dinheiro mais bem gasto que eu já gastei em TODA a minha vida.
            Ao entrar e ver aquela construção branca, toda de mármore, com pedras vindas do mundo todo decorando e colocadas uma a uma... eu não consigo descrever a sensação de ver aquilo. Imediatamente a lagriminha escorreu no meu rosto e eu fiquei mudo por alguns instantes. É uma coisa tão forte que mesmo agora, 2 dias depois, escrevendo, eu não consigo segurar aquela lagriminha dentro de mim.
            TODOS PRECISAM VER AQUILO. Vai valer a pena, confiem em mim.
            Nós entramos no Taj Mahal e o guia começou a contar as histórias. Foi aí que eu peguei raiva do príncipe daquela época. O Taj Mahal foi construído para a mulher do rei, para ser seu túmulo, mas o rei havia começado a construir um outro Taj Mahal, para ele, do outro lado do rio, EM MÁRMORE NEGRO. E ia construir uma ponte entre os dois, a qual seria metade de mármore negro e metade de mármore branco. Mas o príncipe queria ser rei logo e mandou prender o pai antes que a construção de fato começasse.
Então esta lá, somente os alicerces do Taj Mahal negro.
Ao sair do Taj Mahal eu, Khalil, Emma (canadense) e Katie (estadunidense) sentamos em um banco de frente para o Taj Mahal e por lá ficamos, aproximadamente meia hora, olhando para ele, quase que em todo o momento mudos.
Depois disso fomos até uma loja na qual “trabalham” os descendentes do rei. Na verdade não sei se eles são mesmo descendentes do rei e se forem não são eles quem trabalham, eles só administram. A loja era incrível com peças do mesmo mármore do Taj Mahal, feitas a mão. Mas o preço não era para estudantes, infelizmente.
Quando eu voltar pra Índia, com certeza passarei por lá para comprar algumas coisas.
O mais legal é uma pedra indiana que quando colocada uma lanterna encima ela acende como uma lâmpada. Ela tem uma cor avermelhada parecida com fogo... animal.
No último dia fomos até o Red Fort. Por dentro ele parece um campus daquelas faculdades que você vê em filmes Hollywoodianos, sabe? E foi só o que fizemos nesse dia.
Depois disso fomos pegar o trem de volta pra Baroda. Dessa vez com acentos e ar condicionado. Jogamos um pouco de UNO, assisti 3 filmes (Thor, Prince of Persia e Inglorious Bastards) e foi mais ou menos isso.

Bom galera, essa foi, com poucos detalhes, minha viagem para Delhi e Agra e a visita a uma das maravilhas do mundo.
Estou com saudades de todos e do Brasil, mas ao mesmo tempo não quero ir embora daqui.

PS: Mãe... estou pobre de novo. Udaipur, Delhi e Agra consumiram todo meu dinheiro.
xD

hehehe

Beijos e abraços.

Amo vocês.

Jajá estou de volta.

2 comentários:

  1. Oh meu filho...q delicia essa viagem hem? aproveita bastante msm...te amo mt + o dinheiro acabou se vira!!!!rsrsrrsrs

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  2. Letttt, adoro seus coments...me divirto aqui com sua mamys!! Se cuida aí e vende o corpinho que as doletas acabaram...huahuahuah (#brincadeirinha), Marcoscard já vai te dar um help!! Saudades e bjinhus!

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